Perdigueiro Português

É uma raça muito antiga, cuja origem está relacionada com a dos restantes bracos e, mais especificamente, com a do braco italiano. O braco foi considerado desde sempre como o cão de parar por excelência, o melhor até surgirem em cena os épagneuls e as suas derivações, sobretudo o setter.

Xenofonte escreveu, no ano 440 a.C., sobre os cães de parar: «Cães de batida que param quando descobrem a presa e que não se lançam sobre ela senão quando esta se move». Mas já havia notícia destes cães por volta de 4000 a.C., na civilização egípcia, segundo refere De Maroles, que sustenta que este tipo de cães existe desde que o homem começou a caçar.

O cão de parar egípcio, trazido para a Europa, provém dos cruzamentos entre os cães de corrida da época faraónica e o mastim assírio, que existia há 7000 anos. E quer fossem os egípcios a realizar estes cruzamentos de cães, quer os fenícios ou os gregos, a verdade é que o braco italiano, que deriva de todos eles, pode considerar-se o mais antigo dos atuais cães de parar europeus.

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O braco da Península Ibérica já existia antes de entrar em Portugal, o que ocorreu, segundo parece, nas últimas décadas do século XIV.

O braco português, ou perdigueiro português, é um buscador perseverante, dotado de um forte instinto de caça que lhe permite ultrapassar dificuldades climatéricas adversas e explorar diferentes tipos de solo. O seu sentido de olfato altamente desenvolvido e a sua maneira de farejar, com o nariz erguido, a par da sua grande resistência à fadiga, permitem que bata grandes superfícies de terreno em pouco tempo.

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