Cão Policia

O cão de atuação policial

Rim-tim-tim, K9 ou Rex popularizaram a imagem dos cães militares ou de polícia através dos ecrãs do cinema e da televisão. Simbolizam e representam o trabalho arriscado de centenas de cães que, graças às suas atuações diárias na vida real, velam pela segurança dos cidadãos.

A partir da Segunda Guerra Mundial, o exército alemão e o americano desenvolveram as unidades de guias caninos,  treinando cães para desempenhar funções de vigilância em trincheiras, patrulha, defesa, mensagens, transporte de armas e feridos, etc. Desde então, o recurso ao trabalho do cão militar e policial nunca mais foi dispensado.

Os cães de polícia são treinados para trabalhos de rastreio, salvamento, proteção, dispersão de manifestações,  manutenção da ordem em acontecimentos desportivos e busca de drogas e explosivos.

Utilizam-se diferentes raças: rottweiler, pastor-belga-mallinois, dobermann, labrador, golden retriever, cocker e outras, mas o pastor-alemão continua a ocupar o lugar preferencial graças às suas capacidades polivalentes.

Tanto os Corpos de Polícia como o Exército adquirem os cães quando estes alcançam uma idade entre um e dois anos. É preferível este sistema à criação nas próprias unidades.

Antes de decidir a compra, avaliam-se cuidadosamente qualidades, caráter, dominância, territorialidade, dependência, doçura, indiferença perante ruídos e ambientes cheios de distrações, equilíbrio entre os instintos de presa e defesa, forma de morder, entre outros aspetos.

Também são submetidos a um rigoroso exame veterinário, incluindo análises e radiografias, com a finalidade de detetar qualquer tipo de doença ou anomalia.

Entre os exemplares que superam os exames, só os que apresentam as melhores condições físicas e psíquicas são admitidos e incorporados nas unidades caninas para realizar um treino especializado.

Seleção dos guias

Os funcionários que lidarão com os cães são submetidos a exames físicos, psicológicos e de conhecimentos caninos.

Os que passam nestes exames realizam o curso de preparação, que consta de dois ciclos:

  1. Ciclo de seleção: Consta de uma parte teórica e outra prática, com o objetivo de desenvolver a educação e o manejo do cão.
  2. Ciclo de aptidão: O aluno é submetido a exames específicos em relação ao trabalho que desempenhará no futuro.

Concluídos ambos os ciclos, o aluno obtém o título de Guia Canino, sendo encaminhado para uma unidade específica, na qual lhe é atribuído um cão.

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