Cão de assistência

O cão de assistência

O cão de assistência e de companhia ajuda as pessoas cegas ou as que têm dificuldades motoras, puxando a cadeira de rodas, recolhendo objetos, acionando os interruptores das luzes ou prestando apoio às mudanças de assento ou de cama.
Pessoas cegas ou afetadas por doenças neurológicas, atrofia cerebral, paraplegias ou tetraplegias, esclerose múltipla, distrofias musculares, problemas de audição, recuperação de um trauma ou depressão grave, entre outras, beneficiam muito da ajuda e da companhia que lhes proporciona o cão de terapia.
O cão de terapia oferece um extraordinário apoio físico e psíquico ao doente.
Presta igualmente uma excelente ajuda às crianças deficientes físicas ou mentais (autistas, anoréticas, bulímicas) e aos portadores de doenças degenerativas, crónicas ou neoplásicas.
O cão de assistência deve ser selecionado especificamente para cada utilizador, tendo em conta a sua idade, caráter, tipo de incapacidade, condições laborais, ambiente em que vive, etc.
O incapacitado deve, sobretudo, decidir sensatamente se precisa da ajuda de um cão de assistência, conhecendo as suas limitações e as do cão, assumindo as responsabilidades e obrigações da sua manutenção e avaliando o impacte que o animal pode exercer sobre o ambiente familiar e social.
O cão de ajuda a incapacitados deve saber puxar a cadeira de rodas, empurrá-la, seguir à mesma velocidade que a cadeira, evitar bermas de passeios, escadas, rampas e desníveis do terreno, acorrer à chamada, ladrar como sinal de aviso para diversas contingências, apagar e acender luzes, transportar objetos, abrir e fechar gavetas e portas, etc.
O treino do cão de assistência requer regularidade e versatilidade, mas não é tão específico como o do cão-guia. Geralmente, realiza-se num período que ronda os três meses.
O processo de adaptação entre o utilizador e o cão decorre em cerca de duas semanas, mas não termina aqui a intervenção da organização que preparou o cão. A partir deste momento, é preciso que existam formações periódicas, tanto no centro de treino como na residência do utilizador, com o fim de manter o cão sempre operacional e aumentar a sua eficácia com o passar do tempo.

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